Sua banda não tem o perfil

Se você um dia teve uma banda com música própria, já escutou o título desse texto como resposta quando foi tentar fechar uma apresentação por aí. O dono da casa noturna, bar, balada, te olha e sentencia: aqui só rola cover.
Longe desse mérito de quem faz o que e como, mas o espaço para a música autoral independente é maior no virtual do que nos palcos. Aí sua banda tem perfil, aliás, vários. Espalhados pela rede, chegando aonde nunca chegaria, sendo ouvida em qualquer lugar do mundo. Sem fronteiras.

Se essa sempre foi a ideia da música ser independente, nada mais democrático do que o mundo de hoje. Mas só para quem faz, quem acredita e não se conforma em “não ter perfil” ou faz disso sua melhor qualidade.
O dia de hoje no Mês da Música traz um festival de gente assim. Representados numa parceria da Fundação Cultural Cassiano Ricardo com o Movimento B, coletivo de gente que faz muito também e que é prata da casa, o Tributo a Música Autoral recebe sete bandas dos mais diversos estilos que usam de sua independência como arma contra a falsidade de perfis.

Já ouviu o tecnobrega cheio de sintetizadores e texturas emoldurado pela figura andrógina de Jaloo? As guitarras distorcidas e de melodias e harmonias trabalhadas no rock instrumental do Macaco Bong? Se distorção é a sua praia, ainda tem o Personas e o Manger Cadavre com a persona de mulher forte e lutadora da vocalista Nata de Lima. Enfim, hoje é dia de conhecer, experimentar e parar de dizer que cultura não está disponível na cidade.

Porque depois disso tudo, ainda tem a Orquestra Jovem do Estado fazendo os olhos suarem no Teatro Municipal.

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