Eu vou de Bike

Eles já foram de carro, de avião, de Kombi e do que você imaginar. Saíram daqui de São José e foram. Só foram. A primeira vez que vi o Bike, no Bangue Estúdio, em Taubaté, estava completamente bêbado junto com minha melhor amiga. Fui sarando durante a noite até ficar de careta com o show. Rostos conhecidos, alguns amigos e uma sensação boa de leveza, talvez causada pela música, não pelo álcool.

Depois vi no estúdio Wasabi, em São José. Dessa vez estava bastante sóbrio porque a banda já havia recebido algumas boas resenhas e eu queria ver e ouvir bem. E se você espera que eu tenha saído de lá com outra sensação, está certíssimo.

A viagem de Bike é numa ciclovia de infinitas possibilidades sonoras. Sai da calmaria lisérgica para o caos de pedaladas mais fortes com você na garupa. Não é nada de leve com essa galera, é intenso, forte, experimental e livre.

No terceiro show que vi, eles tinham acabado de desembarcar da Europa. Foram tocar em festivais e emendaram algumas datas por lá. O mundo já está cabendo na cestinha da Bike e ainda tem espaço pra muito mais bagagem.

Tanto é que o show de hoje pelo Mês da Música já tem outra turnê européia na mala. Mais de 20 shows em 30 dias de estrada pela França, Itália, Espanha e mais um monte de lugares. O palco do Bar de Quinta, no dia da Proclamação da República, recebe essa viagem toda e ainda as meninas do Rakta, um ato feminista necessário antes de tudo e cheio de arte.

Proclame sua república hoje, com música boa.

Compartilhe

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *