Todo mundo bate um tambor

Já percebeu como as crianças mais novinhas se comportam ouvindo qualquer música? Elas só sentem o ritmo, começam a “dançar” do seu jeitinho e levantam os braços batucando no ar. Sempre tem um bebê que a gente fica “namorando” durante um show. Eu fico com inveja, porque dançam melhor do que eu.

Mas pensem no poder do ritmo. Em como ele pode mudar o ambiente, o clima e até seu humor. Reconheça em você – mesmo que não consiga seguir o tempo certo de umas palmas – que pelo menos seus dedos batucam na mesa quando o ritmo que te pega soa em algum lugar.

Não poderia ser de outra maneira. O ritmo é base de qualquer música, e para os que preferem teorias à emoção, o andamento é base de tudo. Muito mais para a música brasileira. Afinal, se a cozinha dos escravos não se encontrasse com a sala de estar da corte portuguesa, a gente estaria escutando outra música completamente diferente. Mas com certeza não teríamos o Samba como produto de exportação.

Já falei aqui nesse espaço sobre a arte nos seus contextos, e temos uma boa oportunidade de experimentar essa sensação. Um dos percussionistas mais talentosos que conheço se apresenta hoje, no Museu Municipal, às 20h. Kabé Pinheiro é o ritmo.

Acompanhado de outros músicos, o passeio de hoje passa pelos Hermetismos Pascoais e te como fio condutor o Brasil. Hoje é dia de bater tambor.

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