Hoje é dia de groove

Inspire, expire. A noite de hoje promete um alto grau de ritmo, intensidade sonora, raízes brasileiras cruzadas com o funk, soul, reggae e muito balanço. O Bixiga 70 é a vertente do groove da chamada Nova MPB. De 2010 pra cá são quatro discos, o mais recente se chama Quebra-Cabeças e mostra porque de tantos nomes dessa onda é um dos que surfa fazendo manobras e se divertindo.

Vale dizer também que entre artistas dessa leva é também o único representante da música instrumental. Mas se a gente não te avisasse, talvez nem percebesse. O Bixiga 70 compensa a falta de letras com energia que transborda e com essa mistura rítmica característica do seu berço – o balaio cultural que é o bairro do Bexiga, em São Paulo.

Essa energia não existe por acaso. São nove músicos que tocam ou já tocaram com nomes como Gal Costa, Elza Soares, Anelis Assumpção e parcerias com Marlena Shaw, por exemplo. Ou seja, talento sobra na banda.

O Bixiga 70 vem de shows em Glastonbury, North Sea Jazz Festival, Roskilde, Womex, Jazz à Vienne, Womad Australia/Nova Zelandia, fez várias apresentações na França, Bélgica, Holanda, Alemanha, Dinamarca, Suécia, EUA, Marrocos, Índia, Nova Zelândia e Austrália. E o quarto disco recebe influências dessas últimas viagens.

Para aqueles que amam um rótulo, vou ficar devendo. O  Bixiga é uma big band com raízes na música negra, mas aceita um monte de coisas criativas na bagagem. Passeia pelo Harlem e pelo Morro da Mangueira, come acarajé com cuscuz marroquino. Hoje essa massa toda toca em São José, às 21h, na edição especial do Bar de Quinta no Mês da Música 2018. O show rola no Clemente Gomes, na sede da Fundação Cultural Cassiano Ricardo.

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